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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nacional ou Importado.

No nosso hobby sempre fico com essa questão na cabeça. É claro que pensamos, nesse caso especifico, com o bolso. Afinal, hobby é um desperdício sensato. Nossa, devo ter lido isso em algum lugar, não tenho tanta lábia assim para justificar meus gastos.
Mas, a questão é: porque não conseguimos fazer produtos competitivos? Tá, quem falou lá no fundão que os chineses estão dominando o mundo com sua mão de obra escrava, tem razão. Será que é só isso? Pense bem, trazer um aero, de qualidade, lá de fora é quase tão caro do que construir aqui dentro. O mercado é tão pequeno assim? Ou os custos são diferentes do que imagino?
Já construí algumas coisinhas. Todas as minhas coisinhas, foram cortadas fora do MT, onde resido. Em todas paguei frete do material e paguei o corte. Paguei mais caro nos acessórios e entelagem. Aqui o frete é de arrancar o nobre couro de minhas costas e isso quando o governo não me pede um dos olhos em impostos. E mesmo assim, construir sempre foi a melhor e mais barata opção.
Oras, se eu que faço um aero lá de vez em quando a custos altíssimos, acho viável construir aqui, porque não temos fabricantes fortes e que pratiquem preços compatíveis? De novo vão me responder que o culpado é o custo brasil? 
Teve gente que andou acordando para o verdadeiro custo das coisas no País. Veja o exemplo do carro mais caro do mundo. Sim, é o carro produzido aqui. E o culpado por esse alto custo não é o imposto, mas a falta de concorrência interna e cultura do comprador. Pois o preço do carro aqui é feito na base do, "se colar, colou". Sim, os preços no mercado interno são os mais caros do mundo porque o povo paga. O fabricante pede um absurdo, se alguém pagar fica por isso mesmo.
É assim em tudo. Ontem assistindo ao jogo do torneio feminino de futebol, os comentaristas disseram que as delegações reclamaram que as coisas por aqui são muito caras. Exemplo: Uma italiana, que ganha em euros, foi comprar um chuteira. Aqui os caras cobram R$ 600,00 pela mesma chuteira, que na Europa custa R$ 241,00. Algo está errado, não está? 

Hitec Aurora 9

No e-voo.com acompanhei quase todos os posts sobre esse rádio. Como voo giant, resolvi que na troca de rádio, o meu era um 7 fasst da Futaba, iria comprar um que tivesse conditions. Nem sei para que serve isso direito, mas deve ser bom com esse nome bacana. Não se assuste, mas acho que a maioria de nós compra as coisas com milhares de funções que nunca vai usar só por achar que é bacana. 80% das pessoas que possuem celular mal sabem utilizar a agenda. Metade deve usar somente como, sua função básica, telefone.
Acompanhando o fórum fui vendo que o Aurora tinha um monte de recursos, como disse antes que jamais vou usar, que o meu 7C não tinha. E que, agora algo realmente útil, era fácil de configurar e atualizar. Isso é verdade, configurar um aero no Aurora é a maior moleza. Além de ter um menu muito simples, comparando com o Futaba é claro. 
Ainda vou ter que comprar um B não sei o que para atualizar o firmware do rádio, não é B e sim, HPP-22. Santa internet. Pra mim um rádio precisava ter pouco mais de quatro canais. Confesso que não consigo me acostumar com certas coisas tão tecnológicas, minha esposa morre de rir quando vê isso pois sempre fui muito ligado em tecnologia, era programador. Gosto de simplicidade, por isso optei por voar aeros Giant com motores à gasolina. Acho mais simples do que ficar mexendo em glow, vai entender.
Bem, resumindo, comprei meu Aurora nos EUA com dois receptores de 9 canais. Saiu muito barato porque um amigo trouxe o rádio em mãos. Que se dane a garantia no Brasil, prefiro não pagar por isso. Agora só falta o HPP e vou ter condições de atualizar o software na hora que me der vontade. É muito fácil de mexer e configurar, parabéns ao pessoal  da Hitec nesse aspecto, fizeram um excelente trabalho. Já fiz vários vôos e não tive nenhuma surpresa desagradável. Alguns reclamaram sobre um possível delay no tempo de resposta dos comandos, aos 44 anos os reflexos não percebem essas coisas. Outro problema seria o final de curso na movimentação dos sticks, nunca notei diferença. 
É um bom produto, até prova em contrário, por um preço, pelo menos lá fora, justo. Tem a frescura da tela sensível ao toque, touch screen é para os fracos, se aguentar beleza. Mas, tem uma coisa boa nessa frescurinha, os menus ficam, quase todos, à mostra isso facilita bastante.
Depois que aprender a usar, melhor, falo mais sobre o rádio.

CNC - Projetando

Depois que fiz o desenho da CNC no Autocad, comecei a descobrir os problemas inerentes à vontade de economizar na construção da minha máquina. Nem tudo o que se quer comprar, gastando pouco, é o que se deve comprar. Chato, mas é a verdade.
É claro que a pesquisa não terminou, porém alguns pontos estão bem definidos. A eletrônica, motores e fonte de energia, foram a parte mais fácil. Já que com a escolha dos motores a definição dos drives para controlá-los  segue as características técnicas dos mesmos. Se opto por motores maiores, como foi o caso pois vou comprar motores de 60kg, os drives tem que ter capacidade para tocar os mesmos. Na verdade a eletrônica, hoje, é a parte mais barata de uma CNC. 
Os outros pontos vão sendo definidos pelo tipo de material que se pretende cortar e tamanho desses materiais. Como o orçamento é pequeno a máquina segue o mesmo caminho, não vai ser muito grande. As medidas básicas ficaram na ordem de 1200x900x300, o que não é pouco. Com esse tamanho posso cortar quase tudo. Se tiver rendimento e necessidade, posso construir uma máquina maior ou menor, utilizando a minha própria máquina para cortar as partes em alumínio. 
É claro que um projeto bem feito e criteriosamente estudado, deveria ser elaborado por um engenheiro mecânico. Acontece que isso tem um custo e o cara teria que conhecer a área, já que envolve muita coisa. Vai ser no chutômetro mesmo. Muita gente fez e funcionou, comigo não deve ser diferente. Alguns podem pensar, porque o cara não compra uma pronta? Primeiro, o custo de tudo no Brasil é muito caro. Quem produz alega que os impostos o obrigam à aumentar o preço a níveis absurdos, o que é uma meia verdade. Depois, tem que me cobrar uma "suposta" garantia se o produto vier com problema. Grifei o "suposta", pois a maioria dos construtores estão na região Sul e Sudeste, estou muito longe para ser bem atendido. E se tiver que mandar via frete a máquina para reparos é melhor me virar por aqui no Mato Grosso. Ai, tem o lucro do fabricante, que não é pouco, pois ninguém vai trabalhar de graça. Nem relógio faz mais isso.
Pesando tudo o que mencionei acima, resolvi montar a minha por conta e risco. 
Aqui cabe um adendo, sobre fazer coisas que nunca se fez ou teve contato na vida. Quando comecei no Aeromodelismo, não sabia nem cortar madeira. Imagina construir e voar. Por conta disso aprendi a desenhar no Autocad. Me virei com simulador para conseguir voar sem depender de instrutor e quebrar o aero menos vezes possível. Consegui. Não vai ser construir uma CNC que vai me meter medo. Mas, o aeromodelismo só foi possível graças à foruns e pessoas maravilhosas que cruzei pelo caminho. O mesmo tem acontecido com a CNC. A ajuda e o conhecimento de várias pessoas espalhado por milhares e foruns possibilita muita gente, com boa vontade é claro, fazer verdadeiros milagres em suas vidas.
Bem... Ainda estou definindo, no projeto, se vou de Guia Linear ou Eixo Linear. Fusos já estão definidos, vai ser isso mesmo. Na estrutura, vai depender do tipo de rolagem escolhida, pode haver alguma modificação. Assim que ficar decidido, volto a colocar mais alguma coisa aqui. É melhor parar para que o texto não fique muito longo e cansativo. Abraço à todos.

Aprender é bom demais.


Aprender algo novo é a coisa mais gostosa que podemos fazer com nossas horas de ócio. Lembrei-me de um livro com o título "Ócio criativo!", nele o autor recomenda tirarmos uma hora por dia para cultivar o ócio criativo. Particularmente consigo fazer uma pausa de 30 minutos no máximo para seguir os ensinamentos do livro. Gosto de ler e no meu ócio, gosto de aprender.

A última empreitada foi o SolidWorks. Aprendi a desenhar com o Autocad, até faço algumas coisinhas legais com essa ferramenta. Um dia um cliente me falou sobre o SW e até me ofereceu serviço caso aprendesse a manusear a ferramenta. Como o desenho é, quase, um hobby não levei a conversa à sério. Mas, o SW ficou latejando na mente.
Com o aeromodelismo, participei de alguns fóruns onde vi trabalhos apresentados nessa ferramenta. Onde o cara, do nada, conseguia fazer o desenho de um aeromodelo usando simplesmente uma vista 3D. Pensei, essa ferramenta deve ser muito boa mesmo.
Quando comprei alguns livros sobre autocad, coloquei no meio um livro sobre o SW. Oras, de que serviria um livro sem a ferramenta? Mesmo assim li o livro e achei o princípio básico da ferramenta, bastante similar ao AutoCad, o qual já conheço bem.
Algum tempo depois arranjei o SW e instalei na minha máquina, pura curiosidade. Peguei o livro, coloquei do lado e comecei o processo de conhecimento da ferramenta. Nossa, como sofri para conseguir fazer coisas simples. Mas, o SW me pegou pelas facilidades e possibilidades. É claro que o meu encantamento se deve por coisas, corriqueiras para muitos cadistas, que para mim eram muito complicadas no Autocad e que no SW são possíveis com um simples click de mouse.
A renderização de cenas é uma delas. No SW a coisa é muito simples, usando o PhotoView 360, um verdadeiro show. Outra coisa é a aplicação de materiais e a visualização, rápida, dessa aplicação. Montar uma boa cena renderizada no Autocad, além de complexa, é muito demorado. No SW, isso é feito em pouquíssimos minutos.
O cálculo da massa do material, coisa que ainda nem tinha aprendido no Autocad, é feito com muita facilidade no SW. Assim como é fácil modificar qualquer propriedade de alguma parte do desenho.
É claro que um profundo conhecedor de ambas as ferramentas pode enumerar, melhor do que eu, as virtudes e os defeitos de cada uma. Até mesmo citar outra que faça mais e melhor, porém o que já descobri sobre o SW me encanta.
Pode ser, também, que jamais passe do trivial, que é montar alguma coisa, que foi desenhada no autocad, usando o SW. Por falar em montar, a montagem é um caso à parte e que estou começando a aprender. Já vi benefícios que desconhecia no Autocad, que talvez até tenha, como ter partes separadas e que podem ser modificadas individualmente.
Na verdade, isso à grosso modo, o que sinto agora é o mesmo que senti quando troquei o Clipper pelo Delphi na programação. Nossa, como o trabalho braçal era grande para fazer coisas tão simples. Algo como o layout de uma tela. No clipper eram necessárias muitas horas de trabalho, ou uma bela função para padronizar tudo no lugar. No Delphi é uma moleza. É claro que nem só de efeito visual e perfumaria vive um bom projeto de programação, assim como para um bom projeto a apresentação não basta, apesar de ser meio caminho andado para o sucesso.
Depois, que aprender mais alguma coisa, posto aqui.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

CNC - Projetando...







Sempre quis ter a minha própria máquina para cortar meus aeromodelos e talvez fazer isso comercialmente. Os custos inibiram essa ideia. Porém, o mercado tem oferecido máquinas cada vez melhores e a um custo acessível. O difícil, nesse País, é conseguir importar uma.
Apesar de tudo, continue com meu sonho adormecido, mas sonhando. E agora, após várias tentativas frustradas de comprar uma, resolvi construir


a minha. Ainda estou na fase de projeto e orçamentos. E com os orçamentos sempre ocorre uma mudança no projeto. Uma coisa é certa, não vai ser uma máquina construída por hobby e, muito
menos, somente para cortar aeromodelo. Vai ter que ser uma máquina robusta e com capacidade de trabalhar 7/24. Com robustez para cortar tanto madeira como metal, mesmo que o segundo seja usinado mais devagar.

Seguem algumas fotos do projeto.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Quase de volta.

Por alguns dias estive afastado, completamente, do aeromodelismo. Foram vários meses, quase, sem atividade. No meio desse período, fiquei 70 dias até sem mexer em computador. Estou em uma nova empreitada e esses dias foram nescessários.

Ainda não estou de volta, mas vou tentar manter-me um pouco mais concentrado no hobby. Se der certo vou conseguir levar comigo, sempre que estiver viajando, um notebook com o simulador instalado e um aero, elétrico, para voar nas horas de folga.

Por enquanto é isso.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Aos fresquinhos de plantão.

Algumas pessoas acham que aero bom é só aquele bonitinho, limpinho e novinho. Na verdade aero bom é aquele que você sabe voá-lo, e bem.
Muitas vezes ví vídeos de aeromodelos em pistas europeias que mostravam aeros já bastante usados e surrados. É certo que, quando o aero é novinho a gente fica zelando demais. Depois que o aero dá a primeira ralada deixamos o carinho de lado e começamos a usufruir do melhor que o modelo tem para oferecer.
Mesmo assim existem aqueles que limpam, cuidam e zelam, como se o aero fosse um filho. Alguns pegam "amor" pelo modelo e acabam ficando com ele até que uma tragédia os separe.
Isso sim é judiar da máquina e aproveitá-la ao máximo.